Depois de duas décadas como uma marca essencialmente digital, a Netshoes quer ganhar mais espaço no varejo físico depois de testar esse canal de vendas. Hoje, opera três lojas em São Paulo — uma própria, em formato studio dentro do Clube Paulistano, e duas em parceria com a controladora, a Magazine Luiza.
A marca vai abrir mais duas lojas neste ano no modelo de galeria com o Magalu e avalia uma nova unidade independente, conta Graciela Kumruian, CEO ds Netshoes. Ela afirma que 40 das 1,2 mil lojas do Magalu têm potencial para ganhar o formato de galeria e passar a vender produtos de diferentes empresas do grupo.
Segundo Kumruian, o tíquete médio nas lojas físicas é 20% superior ao do e-commerce e os clientes costumam levar mais itens por compra. As unidades também servem de vitrine para a NStyles, vertical que reúne marcas de streetwear premium. O portfólio soma mais de 30 marcas, incluindo The North Face, Mizuno Sportstyle, Piet, Carnan, Umbro e Thunder.
O tíquete médio da NStyles gira em torno de R$ 600 — aproximadamente o dobro do registrado na operação tradicional da Netshoes. A vertical também atrai um público mais jovem, concentrado entre 20 e 29 anos, e uma maior participação feminina. No online, a faixa etária principal é de 30 a 40 anos.
Referência em artigos esportivos, a companhia diz que as vendas de camisas de futebol cresceram dois dígitos nesta Copa: os uniformes da Adidas venderam oito vezes mais do que no mundial de 2022. Depois da seleção brasileira, Argentina, Japão, México e Colômbia foram as camisas mais procuradas na plataforma. As vendas das chuteiras rosas cresceram 15% no período.





