O meio-campista Giuliano Galoppo, ex-São Paulo e atualmente no River Plate, foi impedido pela FIFA de disputar partidas oficiais após não cumprir uma decisão definitiva do Tribunal Arbitral do Esporte (CAS). A medida foi comunicada nesta segunda-feira (3) à Associação do Futebol Argentino (AFA) e ao clube argentino, que deverão implementar imediatamente a restrição em âmbito nacional.
A comunicação assinada pelo chefe do Departamento Disciplinar da FIFA informa que a sanção entrou em vigor porque o jogador permaneceu inadimplente mesmo após o prazo concedido para cumprir a decisão arbitral. O documento determina que Galoppo ficará impedido de atuar em competições oficiais até que a obrigação seja cumprida, respeitado o limite máximo de seis meses.
A punição não decorre de infração disciplinar dentro de campo. O caso tem origem em uma disputa envolvendo o agente Leandro Nicolás Escudero. O conflito foi levado ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), que confirmou a obrigação de pagamento por parte do atleta. Como a decisão transitou em julgado no âmbito da justiça desportiva internacional e não foi cumprida, a FIFA iniciou a fase de execução disciplinar.
Esse mecanismo está previsto no Código Disciplinar da FIFA e busca garantir a efetividade das decisões de seus órgãos e do próprio CAS. Diferentemente da Justiça comum, a entidade não promove penhora de bens ou bloqueio de contas. A forma encontrada para assegurar o cumprimento das decisões é aplicar sanções esportivas, como a proibição de disputar partidas oficiais até que a obrigação seja satisfeita.
O caso chama atenção porque evidencia um instrumento pouco conhecido fora do meio jurídico desportivo. Mais do que uma punição ao atleta, a medida demonstra como a FIFA utiliza restrições esportivas para assegurar que decisões arbitrais internacionais sejam efetivamente cumpridas, reforçando a autoridade do sistema global de resolução de conflitos no futebol.






