Nesta segunda-feira (10), uma pergunta das perguntas mais feitas no Google, no Brasil, foi justamente: “ESG, o que é?”.
Com o início da COP 30 em Belém, o mundo volta os olhos para as discussões que definem o futuro do planeta. A sigla, que conecta economia, meio ambiente e responsabilidade social, guia as negociações entre líderes e traduz a grande pergunta do nosso tempo: como crescer sem destruir? Além disso, novembro marca o período em que empresas e governos prestam contas: revisitam metas, publicam relatórios e renovam promessas de sustentabilidade.
Com a COP acontecendo em território brasileiro, o tema ganha novo peso — como se o país inteiro, por alguns dias, se olhasse no espelho das discussões globais.
Um conceito que explica o momento
A sigla ESG vem do inglês Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança). Surgiu em 2005, em um relatório da ONU chamado Who Cares Wins, que lançou um desafio ao mercado financeiro: lucro e responsabilidade precisam caminhar juntos.
De forma simples, o ESG se apoia em três pilares:
- E (Ambiental): o quanto uma empresa cuida — ou destrói — o meio ambiente.
- S (Social): como ela se relaciona com pessoas — funcionários, comunidades, consumidores.
- G (Governança): a forma como é gerida — ética, transparência, diversidade e controle.
É como se fosse um tripé moral do século 21. Quando um desses pilares falha — seja um vazamento de óleo, um escândalo de assédio ou corrupção — todo o edifício corporativo balança.
Nos últimos anos, o ESG virou sinônimo de tendência. Entretanto, enquanto algumas empresas ainda se contentam em “pintar de verde” seus relatórios, outras já incorporam mudanças reais: bancos que atrelam crédito a práticas sustentáveis, indústrias que neutralizam emissões, clubes esportivos que reaproveitam água de chuva em seus estádios.






