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Gomes Altimari Advogados
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XP vê data centers, baterias e carbono como vetores centrais da agenda ESG em 2026

13 de fevereiro de 2026

A expansão global de data centers impulsionada pela inteligência artificial e a crescente demanda por energia associada à nova infraestrutura digital despontam como um dos principais vetores da agenda ESG para 2026. Para a XP, o tema combina transição energética, segurança energética e atração de capital para mercados emergentes como o Brasil — e lidera as tendências apontadas no relatório anual “Onde Investir – Year Ahead 2026”.

A inteligência artificial (IA) foi um assunto dominante em 2025 e promete continuar a roubar os holofotes em 2026. Segundo a consultoria imobiliária JLL, que produz o estudo Brazil Data Center Report, o número de data centers no país cresceu 628% entre 2013 e 2023 e o país tem chamado a atenção na América Latina principalmente por sua matriz elétrica renovável – o Brasil concentra cerca de 40% dos novos investimentos na área. Paralelamente, a Agência Internacional de Energia (IEA) estima que o consumo global de eletricidade dos data centers deve mais que dobrar, com a IA sendo o principal impulsionador. O relatório da IEA projeta que o consumo global de data centers crescerá de 415 TWh em 2024 para 945 TWh por ano até 2030.

“A gente tem visto duas grandes derivadas disso: o interesse por energia nuclear como fonte de base, classificada como limpa, e o potencial de mercados emergentes, como o Brasil, para ofertar energia renovável para esses centros”, afirma Marcella Ungaretti, líder de ESG Research da XP.

Segundo ela, empresas globais já vêm firmando parcerias com provedores de energia nuclear para garantir abastecimento contínuo, enquanto o Brasil começa a se posicionar como destino de investimentos em infraestrutura energética voltada à economia digital. “Isso acaba sendo proveitoso para o país, porque atrai capital e é uma forma de exportar inteligência com alto valor agregado.”

A inclusão do tema no radar dos temas relevantes do universo ESG (sigla em inglês para questões ambientais, sociais e de governança corporativa) reflete uma ampliação do escopo tradicional da agenda, que passa agora a incorporar infraestrutura digital e segurança energética como fatores estruturais para a a análise de risco e oportunidade.

Ao todo, o relatório destaca cinco frentes consideradas prioritárias para o próximo ano. A segunda delas é o avanço das baterias como resposta ao desafio da intermitência das fontes renováveis. “Conforme o mundo aumenta o share (participação) de renováveis na matriz, aumenta também o desafio de estabilidade da rede. As baterias surgem como solução para permitir essa continuidade”, diz Marcella. No Brasil, leilões específicos para armazenamento são aguardados pelo mercado, ainda que com baixa visibilidade sobre o cronograma.

O mercado pode ser impulsionado pela redução de custo. Os preços dos pacotes de baterias de íons de lítio caíram 8% em 2025, atingindo o recorde de US$ 108/kWh, impulsionados pela sobrecapacidade produtiva na China, concorrência acirrada e maior adoção de baterias LFP, mais baratas, segundo a BloombergNEF, em relatório no final de 2025. Apesar da alta nos preços de metais como lítio e cobalto, o setor absorveu os custos com contratos de longo prazo e estratégias de hedge.

Ainda de acordo com a BloombergNEF, o armazenamento estacionário (sistema fixo que armazena energia (geralmente elétrica) em um local para uso posterior) registrou a maior queda, de 45% abaixo de 2024, com preços de US$ 70/kWh , tornando-se o segmento mais barato. Já as baterias para veículos elétricos ficaram em US$ 99/kWh – o segundo ano em que ficaram abaixo do patamar de US$ 100/kWh. A China mantém os menores preços globais e lidera a redução, e a expectativa é de novas quedas em 2026, apoiadas por ganhos tecnológicos e de escala.

Outro eixo de tendência que pode interessar o investidor brasileiro envolve os chamados minerais críticos, essenciais para tecnologias ligadas à transição energética. “Conforme a agenda de descarbonização avança, aumenta a demanda por cobre, níquel, terras raras. E o Brasil tem reservas significativas”, afirma a líder de research ESG da XP. A discussão, segundo Marcella, vai além da disponibilidade de recursos naturais e inclui capacidade de refino e posicionamento estratégico em um cenário geopolítico que busca reduzir a dependência da China em cadeias consideradas sensíveis.

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realizado em parceria com a Agência Nacional de Mineração (ANM), aponta que o Brasil reúne condições para ser protagonista global na oferta de minerais estratégicos à transição energética, mas vem perdendo espaço. Embora concentre reservas expressivas — como 74 milhões de toneladas de grafita (volume próximo ao da China), 19% das reservas globais de terras raras, além de ocupar a terceira posição em manganês, a quarta em níquel e deter 9% das reservas de bauxita —, o país tem registrado queda consistente na produção desses insumos.

O Brasil não consegue ser protagonista — e ainda perdeu participação — principalmente porque não converte suas grandes reservas em produção e capacidade industrial. Embora tenha recursos comparáveis aos dos líderes globais, a extração de minerais estratégicos caiu nos últimos sete anos, enquanto o resto do mundo acelerou para atender à demanda da transição energética. Nos últimos sete anos, a extração de grafita recuou, em média, 8,4% ao ano, enquanto o mercado global cresceu 10% ao ano; no manganês, a retração foi de 7,4% anuais; e, nas terras raras, de 6,4%, em contraste com uma expansão mundial superior a 19% no período.

Além disso, o país não desenvolveu os elos de maior valor agregado da cadeia, como refino, processamento e fabricação de baterias e equipamentos, áreas hoje amplamente dominadas pela China.

O estudo do Ipea aponta ainda entraves estruturais: gargalos logísticos, incertezas regulatórias, desafios ambientais, baixa capacidade tecnológica e insuficiência de investimentos em exploração e pesquisa geológica. Sem uma política integrada que alinhe mineração, indústria e estratégia energética, o Brasil acaba atuando como exportador de minério bruto e importador de tecnologia, aumentando a dependência externa justamente no momento em que as cadeias globais da nova energia estão se consolidando.

O mercado de carbono segue como tema estrutural e a terceira tendência apontada pela XP no relatório. Ainda que marcado por volatilidade e questionamentos sobre a qualidade dos créditos, com a aprovação do mercado regulado em 2024, é possível que o tema avance. “Esse mercado sofreu muito com choques de credibilidade, mas a gente percebe uma evolução nas metodologias de certificação e uma disposição maior de pagar por créditos de alta adicionalidade”, diz Marcella. Dados citados pela XP indicam que projetos com rating (nota de crédito) elevado vêm ganhando participação, enquanto créditos de menor qualidade perdem espaço — e valor.

No Brasil, o avanço do mercado regulado é visto como gradual. “Na nossa percepção, talvez esteja andando um pouco mais lento do que o esperado, porque algumas definições importantes ainda não saíram. Mas é um tema que seguimos monitorando de perto.”

Completa a lista a agenda de temas quentes para investidores acompanharem na agenda ESG, o impulso que novas exigências regulatórias, como o IFRS S1 e S2. “Hoje o desafio de disclosure [ divulgação de informações] ainda é grande. Tem empresa que divulga relatório de 400 páginas, tem empresa que divulga três slides. A tendência é que a obrigatoriedade aumente o nível de transparência.”

De implementação à integração setorial

A leitura das tendências também reflete uma mudança no perfil da demanda dos investidores institucionais, principal público do research ESG da XP. Quando a área foi criada, em 2020 — a XP foi o primeiro banco nacional a estruturar cobertura dedicada ao tema dentro do research tradicional, segundo Marcella — a procura estava concentrada na implementação de políticas internas.

“Lá atrás, a demanda era muito sobre como integrar a análise ESG no processo de investimento, como formalizar políticas, como estruturar fundos específicos. Era quase uma consultoria de implementação”, afirma a executiva. Nos últimos dois anos, segundo ela, o foco mudou. “As gestoras amadureceram suas políticas e a demanda passou a ser muito mais sobre temas específicos da agenda e sobre impactos setoriais concretos.”

A executiva afirma que as conversas deixaram de se restringir aos analistas dedicados exclusivamente a ESG. “A gente percebeu uma ampliação das trocas com analistas setoriais — de utilities, mineração, energia. Isso mostra que a agenda está cada vez mais intrínseca à análise financeira.”

No crédito, o movimento é mais recente. “As gestoras de crédito vêm mostrando interesse em integrar análise ESG, seja colocando filtros nos fundos já existentes, seja estruturando produtos rotulados. Parte disso é demanda dos próprios cotistas, como fundos de pensão.”

A área de ESG Research da XP é formada atualmente por três profissionais e atua de forma transversal com o restante do research do banco, que cobre cerca de 150 companhias. “Hoje a gente já fez ‘deep dive’ [aprofundamento] em mais de 100 empresas. A análise ESG não é apartada. É um trabalho colaborativo com os analistas setoriais”, diz Marcella. “Tem casos em que é impossível dissociar. Não tem como analisar Vale sem entrar no tema de barragens. Ou olhar WEG sem considerar os drivers [potenciais de crescimento] ligados à transição energética.”

Além da cobertura de empresas, o time produz relatórios temáticos — como biocombustíveis, eletrificação e hidrogênio verde — e promove eventos fechados com executivos e especialistas, em parceria com a área comercial. Após os encontros, são publicadas notas abertas ao público com os principais pontos discutidos. Os conteúdos atendem gestores institucionais, assessores da rede XP e investidores pessoa física, com parte dos relatórios também disponibilizada em inglês.

Marcella conta que no ranking internacional Extel (antigo Institutional Investor), acompanhado de perto pelo segmento de análise de empresas, a XP está entre as cinco melhores casas de research do Brasil, e o time de ESG figura entre os três mais bem avaliados na categoria.

Para a executiva, a consolidação da agenda ESG dentro do research tradicional reflete um movimento mais amplo do mercado, em que fatores ambientais, sociais e de governança deixam de atuar como filtros acessórios e passam a compor o núcleo da análise financeira. “Tem cases em que a integração já é muito óbvia, outros ainda estão caminhando. Mas o fato de a agenda estar cada vez mais incorporada à tese de investimento é algo que a gente enxerga com bons olhos.”

FONTE: VALOR ECONÔMICO

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